Nem todo desmaio é epilepsia, e nem toda crise é convulsão
Desmaios comuns (síncopes), alterações do sono e outras condições podem se parecer com crises epilépticas. E existem crises epilépticas sutis, sem convulsão: episódios de "desligamento", movimentos automáticos, sensações estranhas repetidas. O diagnóstico correto começa por uma história minuciosa, de preferência com o relato de quem presenciou o episódio.
Como é a investigação
Além da história clínica, o eletroencefalograma (EEG) e a ressonância magnética ajudam a caracterizar o tipo de epilepsia e a orientar a escolha do tratamento. Saber o tipo de crise importa: medicações que funcionam para um tipo podem piorar outro.
Viver bem com epilepsia
- Medicação certa, na dose certa: a maioria dos pacientes controla as crises com um ou dois medicamentos bem ajustados
- Revisão periódica: efeitos colaterais, interações e a possibilidade de simplificar o esquema
- Sono em dia: privação de sono é um dos maiores gatilhos de crise
- Orientações práticas: direção, trabalho, gestação: cada fase da vida pede conversa e planejamento
Quando procurar avaliação
Após uma primeira crise, quando as crises voltaram apesar do remédio, ou quando o tratamento atual traz efeitos colaterais difíceis, vale uma reavaliação completa do caso.